Tetraplégico consegue se movimentar graças a microprocessadores

27 maio 2015
by 3euel

Há 13 anos atrás o americano Erik Sorto foi vítima de um acidente envolvendo uma bala perdida, desde então, perdeu os movimentos dos braços e pernas, sendo diagnosticado como tetraplégico.
Mas desde 2012, voluntariando-se a um estudo, cientistas implantaram microprocessadores em seu cérebro, tornando-o capaz de controlar um braço robótico o que lhe permite fazer ações do cotidiano, como cumprimentar outras pessoas e até tomar uma cerveja. Desde então, cientistas tentam aprimorar esta técnica e torna-la mais aplicável em outros pacientes.

Nesta quinta-feira (21/05), foi publicado um estudo que traz uma abordagem promissora a este campo de pesquisa e pode vir a ser um marco no controle de membros robóticos.

Até então, cientistas costumavam priorizar o córtex motor primário, a parte do cérebro responsável por coordenar as contrações musculares necessárias para o movimento dos membros voluntários. Entretanto, essa parte do cérebro coordena movimentos considerados muito bruscos, o que tem sido um problema para a expansão da pesquisa.

Pensando nesse problema, o grupo liderado pelo pesquisador Richard Andersen, professor de neurociência na CalTech, decidiu focar seus estudos em outra área do cérebro chamada córtex parietal posterior, área responsável por planejar os movimentos. Com implantes de processadores nessa área do cérebro, o computador é capaz de detectar a intenção do movimento e, então, planejar a ação de maneira simples e sutil, algo que não era possível de ser reaizado com o córtex motor primário.

“Se conseguimos indicar o objetivo, podemos ter movimentos suaves e naturais até esse objetivo”, diz Anderson.
Os implantes, porém, ainda não estão prontos para serem disponibilizados em larga escala. Erik apenas consegue usar o braço mecânico pois seu cérebro está ligado diretamente (por meio de fios) ao computador que controla o braço. Isso, do ponto de vista médico, não é interessante, visto que deixa uma área delicada do corpo humano exposto a infecções.

A ideia é que os novos implantes sejam sem fio, entretanto, a quantidade de informação transmita por eles é muito grande, tornando essa opção inviável por enquanto. Mesmo assim, Erik se mostra otimista com o avanço da pesquisa e diz “Assim como eles precisavam de mim, eu precisava do projeto. O projeto me deu um motivo para viver”

Veja o vídeo:

Fonte: exame.abril.com.br

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