Blog 3E-UEL

22 jul 2015
by 3euel

Motor e gerador são alimentados pela evaporação da água

O movimento de pistão é gerado pela série de fitas postas sobre um pequeno depósito de água.

 

Energia da evaporação

Pesquisadores da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, demonstraram que é possível construir motores alimentados pela evaporação da água.

Eles construíram um motor rotativo que impulsiona um carrinho de brinquedo e um motor-gerador acionado por um pistão que gera eletricidade suficiente para acender um LED, ambos acionados pela umidade gerada pela evaporação de uma pequena quantidade de água.

A ideia de Xi Chen e seus colegas é que essa técnica possa ser escalonada para grandes dimensões, gerando “energia verde” a partir de grandes geradores flutuantes instalados no mar ou em represas.

“A evaporação é uma força fundamental da natureza. Ela está em todos os lugares, e é mais potente do que outras forças, como as do vento e das ondas,” disse o professor Ozgur Sahin, coordenador da equipe.

Empurrado por esporos

Os equipamentos não funcionam diretamente da água se vaporizando na atmosfera, mas seguindo um mecanismo baseado no comportamento de esporos bacterianos, que incham e se encolhem em resposta a variações na umidade – foram usados esporos de Bacillus subtilis.

Para construir o motor flutuante a pistão, os esporos foram colados nos dois lados de uma fita plástica flexível, perfeitamente espaçados, mas de forma que os esporos de um lado da fita correspondam aos espaços vazios do outro lado.

Quando o ar seca os esporos, eles encolhem, curvando a fita onde estão fixados, fazendo-a ondular e encurtar. Se um dos dois lados da fita estiver ancorado, ela puxa o que estiver preso do outro lado. Inversamente, quando o ar fica úmido, os esporos incham, fazendo a fita se distender, liberando a força e gerando o movimento de pistão.

O resultado é um novo tipo de músculo artificial que é controlado alterando a umidade no seu entorno. Vários deles foram postos lado a lado no interior de um cilindro plástico e de um sistema fechado de persianas, no interior dos quais a evaporação varia a umidade do ar, movimentando os mecanismos.

Motor a evaporação

As pequenas fitas curvam-se pelo movimento dos esporos (observe sua distensão na parte direita do mecanismo), movimentando o carro.

 

O motor rotativo parece mais dinâmico e tem um projeto mais simples, sendo construído com pequenos pedaços de fita com esporos apenas na extremidade.

O invólucro é fechado de um lado e aberto do outro, de forma que as fitas com esporos fiquem, ora no ar seco, ora no ambiente úmido, o que faz com que o músculo artificial contraia em uma parte e se distenda na outra, gerando um mecanismo rotativo contínuo – a equipe batizou o motor de “moinho de umidade”.

Posto sobre um carrinho em miniatura, o motor move o veículo em baixa velocidade, mas de forma praticamente contínua.

Para cima e avante

Nos experimentos, uma superfície de oito centímetros quadrados de água produziu uma média de 2 microwatts de energia, embora a equipe relate ter medido picos de até 60 microwatts.

Fazendo os cálculos, os pesquisadores estimam que uma versão com mais esporos e fitas com propriedades mais adequadas – eles usaram poliimida – poderá gerar mais energia por área do que uma fazenda eólica de aerogeradores.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

12 jul 2015
by 3euel

Origamis inspiram a pesquisa de condutor maleável

Alguns celulares lançados recentemene são conhecidos por terem uma certa maleabilidade quando recebem um pouco de pressão, mas no futuro nossos celulares poderão se enrolar tal qual um pedaço de papel. E as respostas para construir o celular flexível podem estar na arte japonesa de recortar papel, de acordo com pesquisadores da Universidade de Michigan.

Os condutores são materiais vitais em eletrônicos. Eles são usados para tudo, desde cabeamento a eletrodos, eles também são notoriamente difíceis de manipular sem que haja uma considerável queda de performance ou quebra por completo da peça. Sem condutores maleáveis, eletrônicos flexíveis não passam de um sonho.

Entretanto, pesquisadores da Universidade de Michigan perceberam que se cortes e dobras fossem feitos antes de montar os condutores, eles não se quebrariam em locais inesperados, deixando o dispositivo inutilizado. Então, em vez de projetar um condutor que pode se esticar como elástico, os pesquisadores se inspiraram na tradicional arte japonesa de recortar papel, conhecida por Kirigami. Usando uma série de cortes estrategicamente posicionados, um material rígido como um condutor se torna subitamente flexível, podendo até mesmo se dobrar ou se enrolar, sem o risco de se quebrar com o tempo.

O problema com estes cortes, entretanto, é uma redução na condutividade do material, mas isso não significa que ela diminuirá ainda mais com o tempo, o que é muito mais importante quando se esta projetando eletrônicos. Não é possível planejar com falhas imprevistas, mas é certamente possível trabalhar com limitações conhecidas.

O primeiro protótipo do condutor maleável foi feito usando um papel fino coberto nanotubos que foi cortado em um formato parecido com o de um ralador. Ele foi usado para acender um tubo de vidro, transformando gás em plasma e potencialmente poderá ser usado em monitores flat-screen flexíveis e maleáveis.

Mas para criar condutores maleáveis pequenos o suficiente para caber em um smartphone fino, os pesquisadores precisaram diminuir os Kirigami que criaram. Usando software de simulação, eles puderam determinar o tamanho ideal, o formato e o padrão de cortes no material para maximizar tanto a maleabilidade quanto a condutividade do produto. Camadas de óxido de grafeno foram empilhadas para produzir uma espécie de papel condutor microscópico que foi cortado com lasers. O material resultante ficou tão maleável quanto o software de simulação havia previsto, sem a perda de condutividade quando ele era manipulado.

Grandes companhias já mostraram interesse nessas tecnologias acrobáticas, mas, infelizmente, ainda são necessárias muitas pesquisas antes de podermos dobrar nossos celulares como um lenço para guardá-los em nossos bolsos. Mas a nova pesquisa não deixa de ser um grande passo a caminho do dia em que não você não precisará mais se preocupar por ter sentado em cima do seu celular.

Fonte: Gizmodo

Colaboração: Lucas Kakihata

03 jul 2015
by 3euel

Projeto de Eficiência Energética: Fabil Alumínios

O maior projeto no qual a empresa esteve envolvida nesse semestre foi realizado na Fabil Alumínios, uma indústria de médio porte localizada na cidade industrial de Rolândia. A equipe selecionada para participar do projeto foi: Walker Negrão, Carol Bianchini, Rodolfo Cibotto e Vinícius Diori, sendo que foi um desafio e uma experiência única para os membros.

Inicialmente realizou-se uma visita no dia 11/06 onde a equipe observou e anotou todas as fontes de consumo da indústria (incluindo lâmpadas, motores, ares condicionados, etc). Logo após, organizou-se tudo numa planilha na qual compilou-se as possibilidades de redução de consumo e calculou-se assim cenários para atualização e melhoria no consumo energético. Além disso, também montou-se com a supervisão e auxílio de um engenheiro eletricista formado uma planilha para criação do Laudo ICMS no qual a empresa poderia restituir uma porcentagem da conta de luz.

Analisou-se também, se a condição tarifária da empresa era a mais adequada dentro das opções fornecidas pela Copel, para isso criou-se simulações para as diferentes realidades baseadas no histórico da fatura de energia da Fabil Alumínios. Por fim, a 3E-UEL mais uma vez proporcionou serviços de eficiência energética e adequação tarifária de qualidade buscando proporcionar o melhor em economia para o cliente.

24 jun 2015
by 3euel

Conheça a “Janela Inteligente” criada por Engenheiros

A janela fotocrômica adapta-se dinamicamente para manter a opacidade, o brilho e a temperatura de cor no ambiente interno, reagindo ao ambiente externo ou de acordo com a preferência dos ocupantes.

Em termos práticos, a janela adquire uma opacidade que garante a privacidade dos ocupantes, mas não bloqueia a passagem da luz, como acontece com as tradicionais persianas.

Controle da luz e calor
A iluminação e a privacidade podem ser simultaneamente controladas eletronicamente. As janelas podem se tornar opacas para garantir a privacidade, ou podendo permitir a passagem de 90% da luz disponível externamente.

Ou seja, uma alteração de configuração pode diminuir a intensidade da luz que entra ou mudar a cor da luz ao longo de um espectro que vai do azul suave até o amarelo quente, considerada a luz mais confortável para o ser humano.

Essa possibilidade de manipular a faixa de transparência da janela traz outras vantagens, como controlar a passagem da radiação infravermelha, deixando o calor lá fora, no verão, ou do lado de dentro, no inverno.

Colaborando com parceiros da indústria, a equipe demonstrou que a janela inteligente pode ser fabricada a um custo significativamente mais acessível do que as similares atuais, além do que a tecnologia pode ser aplicada a janelas já instaladas.

Tinta eletrônica
Tudo isto foi obtido por um sistema de “tinta eletrônica”.
“Basicamente, uma cor tem uma carga, outra cor tem outra carga, e nós aplicamos uma tensão para repelir ou atrair as cores em diferentes posições. A tecnologia básica não é muito diferente do que o nosso grupo já havia demonstrado anteriormente em telas eletrônicas,” explicou Sayantika Mukherjee, desenvolvedora da tecnologia.

Funcionamento da Tinta Eletrônica

“O maior desafio foi encontrar uma estrutura adequada a fim de aplicar a tecnologia para a área superficial maior de uma janela de uma forma que fosse barato e relativamente fácil. O maior impacto para nós foi perceber o potencial de alguns poucos modos de operação seletiva, como mudar a temperatura de cor e o nível de sombreamento para privacidade,” disse a pesquisadora.

A tinta eletrônica pode ser aplicada durante o processo de fabricação das janelas ou ser aplicada em revestimentos para serem sobrepostos às janelas já instaladas.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

19 jun 2015
by 3euel

Robô acorda depois de sete meses

A ESA (Agência Espacial Europeia) conquistou, nesta segunda-feira (15/06) mais uma vitória com seu projeto Rosetta. O robô Philae, parte dessa missão, voltou a funcionar, depois de passar sete meses em estado de hibernação para que suas baterias pudessem ser recarregadas pela luz solar. Ele pousou no dia 15 de novembro de 2014 sobre o Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
Como o local do pouso não possuía luz, foi preciso que o cometa mudasse de posição para que o sol pudesse recarregar as suas baterias. No sábado (13/06), às 22:28, ele acordou e voltou a ‘conversar’ com os cientistas da ESA. Lançado pela sonda Rosetta há sete meses, o robô funcionou apenas nos primeiros momentos de sua chegada ao cometa.
A informação é da ESA, responsável pela sonda Rosetta – que viajou durante 10 anos para, finalmente, lançar o robô Philae na superfície do Cometa 67P, numa das conquistas mais inusitadas da tecnologia espacial a fim de se descobrir as origens do sistema solar.
Com 24 watts de energia disponível, o Philae ‘conversou’ com a equipe de cientistas em terra, no sábado, durante 85 segundos, e ‘se comportou muito bem’, embora estivesse num ambiente à temperatura de menos 35 graus Celsius. “O Philae está pronto para operar” – explicou o gerente do projeto, dr. Stephan Ulamec.
Os sinais do robô foram recebidos no Centro de Operações Espaciais da ESA, em Darmstadt, na Alemanha.

Fonte: globo.com

10 jun 2015
by 3euel

A música digital e a imagem que você vê na internet não existiriam sem a transformada de Fourier

A equação permite aos matemáticos compreender rapidamente a frequência de qualquer tipo de sinal. É uma façanha. E não sou só eu que estou dizendo: em 1867, o físico Lord Kelvin também expressou seu amor eterno por esta obra da matemática. Ele escreveu: “o teorema de Fourier não é apenas um dos mais belos resultados da análise moderna, mas podemos dizer que ele fornece um instrumento indispensável no tratamento de quase todas as perguntas recônditas na física moderna”. E é assim até hoje.

A matemática da separação de Fourier
A transformada de Fourier foi desenvolvida pelo matemático Jean-Baptiste Joseph Fourier e publicada em seu livro A Teoria Analítica do Calor, de 1822. Ele estava interessado em como o calor fluía para dentro e em torno de materiais. No processo de estudar este fenômeno, ele obteve sua transformada.
Na época, ele não teria como perceber como era importante a contribuição que estava dando — não apenas à matemática e à física, mas também à engenharia, à tecnologia e à ciência como um todo.

Joseph Fourier

Sua maior descoberta foi perceber que os sinais complicados poderiam ser representados através da simples soma de uma série de sinais mais simples. Ele escolheu fazer isso por meio da soma de senoides — aquelas ondas oscilantes que você viu na escola, que vagueiam entre o pico e o vale com regularidade previsível.
Digamos que você toca três teclas em um piano. Você produz três notas diferentes, todas com frequências bem definidas — chamadas de altura, quando estamos falando de som — que parecem ondas senoidais, assim:

Mas ao somá-las, aquele agradável acorde parece bem mais bagunçado, assim:

Parece complicado, mas sabemos que, fundamentalmente, são apenas três ondas senoidais agrupadas no tempo e somadas. A grande sacada de Fourier foi perceber que, por mais complicada que seja a forma da onda final, ela sempre pode ser representada como uma combinação de senoides — mesmo que isso signifique usar um número infinito de sinais.

Transmitindo música
Imagine que você trabalhe com o envio de arquivos de áudio pela internet. Você poderia simplesmente mandar a música inteira na forma como a gravadora a registrou, só que o arquivo é grande demais quando está desse jeito. A razão para o seu tamanho é que é uma gravação sem perdas, completa: cada frequência é preservada desde a gravação, por toda a mixagem, até a faixa final. Aplique a transformada de Fourier em um pequeno trecho de uma música, no entanto, e você vai descobrir que existem alguns componentes de frequência que são incrivelmente dominantes e outros que mal aparecem.
O formato de arquivo MP3 faz exatamente isso; ele também joga fora os componentes de frequência quase imperceptível para economizar espaço, bem como alguns dos que estão na extremidade superior de nossa faixa de audição, porque temos dificuldade de distinguir entre essas frequências.
Ele faz isso por toda a música, cortando-a em milhões de trechos, determinando os componentes de frequência importantes e jogando fora aqueles que são sem importância. O que resta são apenas as mais importantes frequências — ou notas — que podem ser tocadas em seus ouvidos para representar (com bastante precisão) a música original. Ah, e este arquivo tem menos de um décimo do tamanho original.
Também é muito semelhante à forma como funciona o Ogg Vorbis, o tipo de arquivo usado pelo Spotify em seu aplicativo de desktop. Na verdade, o Vorbis usa uma versão computacional extremamente rápida da transformada de Fourier, chamada de transformada discreta de cosseno, mas em termos gerais é a mesma ideia.
Aliás, o Shazam usa essas mesmas transformadas: ele tem um banco de dados de frequências distintas em canções, que ele compara com o que você coloca para o app ouvir, porque isso é mais confiável do que tentar comparar uma gravação de áudio com outra.
E, já que estamos falando de áudio, os fones de ouvido com cancelamento de ruído também usam transformadas de Fourier: um microfone grava o ruído do ambiente ao seu redor, mede o conteúdo da freqüência em todo o espectro, e, em seguida, inverte o conteúdo para adicionar um som em seu mix de áudio que vai anular os bebês chorando e ruídos da estrada ao seu redor.

Imagens
Mas a equação de Fourier não é um craque de uma jogada só, não. Até agora eu só falei sobre ondas temporais como áudio — mas a transformada foi desenvolvida, em primeiro lugar, para ajudar Fourier a resolver problemas relacionados com o fluxo de calor através de materiais. Isso significa que ela também funciona em problemas que são espaciais.
Para Fourier, isso significava somar simples tipos de fluxos de calor em 2D para representar os mais complexos. Mas, da mesma forma, a transformada de Fourier pode ser usada para construir imagens digitais de forma mais eficiente do que a fazê-lo de pixel a pixel.
Arquivos de imagem sem perdas têm a cor de cada pixel definida separadamente. Quando você salva como JPG, a imagem é dividida em pedaços pequenos e a transformada de Fourier é aplicada a cada um dos blocos. Ela fornece uma descrição das frequências espaciais sobre como cor e brilho variam ao longo deste pequeno pedaço da imagem. Assim como no caso de MP3, o JPG joga fora alguns componentes de alta freqüência, que, no caso de uma imagem, fornecem os detalhes nítidos.
Para a maioria de nós, nossos olhos não podem detectar diferenças sutis de cor. Portanto, jogar fora os componentes que dão a variação de pixel para a pixel não altera a aparência da imagem. Obviamente, se você aumenta a compressão, começa a jogar no lixo frequências mais baixas, também — e é aí que as coisas podem começar a ficar meio pixeladas, à medida que as variações de cor entre os sub-blocos se tornam mais aparentes.
Exceto para os ouvidos e olhos muito treinados, sistemas de compressão como MP3 e JPG são pouco perceptíveis na maioria das vezes — os sons e imagens ficam ótimos e ainda conseguem ocupar apenas uma fração do espaço que seus irmãos sem perdas demandam. Em outras palavras, eles transformam imagens e músicas digitais em coisas práticas, o que nos permite compartilhá-los facilmente — um feito absolutamente incrível para uma única equação

Fonte: engenharie.com.br

10 jun 2015
by 3euel

Curso HP-50G 2015

Em sua 5ª edição, o curso de HP-50G contou com a participação de cerca de 35 estudantes dos cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Civil, Ciência da Computação e Agronomia da UEL.
Novamente ministrado pelo Engenheiro Eletricista Danilo Banachi, o curso foi realizado em duas turmas com carga horária de seis horas nas últimas semanas de abril e possuiu como foco a abordagem de conceitos introdutórios e intermediários para o uso da calculadora gráfica. Entre outros tópicos, o ministrante apresentou Vetores e Matrizes, Derivadas e Integrais, Estatística e o uso de Bibliotecas.


A 3E-UEL agradece ao ministrante e a todos os participantes!

03 jun 2015
by 3euel

A Bateria Doméstica Da Tesla Mudará O Mercado De Energia

A Tesla Motors, a produtora de carros elétricos com sede em Palo Alto, na Califórnia, anunciou que venderá versões de seus pacotes de bateria diretamente a consumidores para ajudar a abastecer suas casas, além de empresas com instalações maiores e companhias de energia.
Em entrevista coletiva realizada em Los Angeles no dia 30 de abril, o fundador da empresa Elon Musk, declarou que as baterias de íon-lítio permitiriam que economias migrassem para fontes de energia de baixo carbono. De acordo com ele, fontes de energia solar são erráticas – mas ao armazenar sua energia e depois liberá-la quando necessário, baterias poderiam resolver esse problema.
Muitas outras empresas também vendem a armazenagem em baterias estacionárias para prédios e redes elétricas – mas analistas apontam que a tecnologia ainda é cara demais para uso geral. Abaixo segue um trecho da entrevista com Elon Musk.

A Tesla inventou uma nova tecnologia de bateria?
Não. Os produtos da empresa contêm baterias padrão de íon-lítio baseadas em tecnologias já testadas e aprovadas, que são semelhantes às que muitas outras empresas têm no mercado.
Ainda que empresas e laboratórios acadêmicos estejam investindo bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento para aumentar significativamente a quantidade de energia que baterias podem armazenar e para reduzir seu custo, poderia levar anos até que avanços significativos possam chegar ao mercado.

A Tesla conseguiu reduzir o custo da armazenagem em bateria?
Possivelmente – mas isso ainda não está claro. Cosmin Laslau, analista da Lux Research, uma empresa de consultoria em Boston, Massachusetts, acredita que as baterias da Tesla possam ser um pouco mais acessíveis que a de seus competidores, ainda que não muito.
A Tesla não revelou o preço de suas baterias maiores para empresas e utilitárias, mas venderá modelos residenciais por um preço que varia de US$3.000 a US$3.500, ou um custo de aproximadamente US$350 por kilowatt-hora (kWh) de energia armazenada. Mas esse preço não inclui a eletrônica necessária para conectar uma bateria a um sistema caseiro, nem custos de instalação. Juntos, esses custos poderiam mais que dobrar o preço final para consumidores domésticos.
Em geral, acredita-se que o custo interno de produção de células de baterias de íon-lítio (os elementos cilíndricos que armazenam energia dentro de uma bateria, e que a Tesla compra da gigante japonesa de eletrônicos, Panasonic) seja de aproximadamente US$200 por kWh, de acordo com Mohamed Alamgir, diretor de pesquisa da LG Chem Power em Troy, Michigan, uma subsidiária da gigante química sul-coreana LG Chem. Incorporar essas células em um pacote de bateria normalmente dobra seu preço, então uma bateria com o tamanho daquela oferecida pela Tesla poderia custar cerca de US$4.000 para produzir. A Tesla poderia vender esses produtos com prejuízo durante um tempo, explica Laslau, mas também poderia reverter esse quadro após escalonar a produção na gigantesca fábrica de baterias que está construindo em Nevada, a um custo de US$5 bilhões.

Uma casa precisa de uma bateria?
A maioria das casas do mundo ocidental provavelmente não precisa. Em locais com uma boa conexão com a rede elétrica, e onde a energia da rede é confiável, casas não precisam de baterias para emergências. E mesmo aquelas que têm painéis solares no telhado e energia sobrando podem usar a própria rede como sua bateria: em muitos locais, como a Alemanha e várias regiões dos Estados Unidos, proprietários de imóveis podem vender seu excesso de energia para a distribuidora de energia elétrica local durante o dia, e comprá-la de volta à noite.
Mas as distribuidoras de energia elétrica e redes de energia do mundo precisam de mais armazenagem acessível. Países que vêm instalando painéis solares e turbinas eólicas, mas que não investiram o suficiente em armazenagem energética, tiveram problemas para integrar a capacidade extra em suas redes. A Alemanha, por exemplo, forneceu generosos subsídios para moradores que instalassem painéis solares, mas quando residentes instalaram mais fotovoltaicos que o esperado, distribuidoras de eletricidade tiveram que gastar mais para manter a rede funcionando, explica Haresh Kamath, especialista em armazenagem energética no Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica em Palo Alto. “Os efeitos do desenvolvimento não-planejado podem ser perigosos para a confiabilidade da rede”, explica ele.

As baterias de íon-lítio atuais poderiam atender às necessidades de empresas?
Quando utilitárias precisam administrar cargas na rede, ainda é mais barato ativar turbinas de gás. O Departamento de Energia dos Estados Unidos estima que para tornar a armazenagem de energia competitiva, ela não pode custar muito mais de US$150 por kWh. Com um possível custo de US$700 por kWh, os sistemas da Tesla ainda são muito mais caros que isso. No momento, a maneira mais barata de armazenar energia é bombeá-la para um reservatório de energia hidráulica – onde houver algum. A segunda melhor solução de armazenagem é comprimir ar em grandes reservatórios subterrâneos.
Mas mesmo que não seja economicamente viável armazenar horas de energia para atender às necessidades de um país, baterias podem ajudar a tornar a rede mais confiável. E a meta do Departamento de Energia não leva em conta os custos sociais das emissões de carbono, explica Jeff Dahn, que pesquisa baterias na Dallhousie University em Halifax, no Canadá. “Se houvesse um preço associado à geração de carbono, todos estaríamos usando painéis solares e pagando qualquer quantia para armazenar eletricidade”, conclui ele.

Confira o vídeo explicativo:

Fonte: www.uol.com.br

27 maio 2015
by 3euel

Tetraplégico consegue se movimentar graças a microprocessadores

Há 13 anos atrás o americano Erik Sorto foi vítima de um acidente envolvendo uma bala perdida, desde então, perdeu os movimentos dos braços e pernas, sendo diagnosticado como tetraplégico.
Mas desde 2012, voluntariando-se a um estudo, cientistas implantaram microprocessadores em seu cérebro, tornando-o capaz de controlar um braço robótico o que lhe permite fazer ações do cotidiano, como cumprimentar outras pessoas e até tomar uma cerveja. Desde então, cientistas tentam aprimorar esta técnica e torna-la mais aplicável em outros pacientes.

Nesta quinta-feira (21/05), foi publicado um estudo que traz uma abordagem promissora a este campo de pesquisa e pode vir a ser um marco no controle de membros robóticos.

Até então, cientistas costumavam priorizar o córtex motor primário, a parte do cérebro responsável por coordenar as contrações musculares necessárias para o movimento dos membros voluntários. Entretanto, essa parte do cérebro coordena movimentos considerados muito bruscos, o que tem sido um problema para a expansão da pesquisa.

Pensando nesse problema, o grupo liderado pelo pesquisador Richard Andersen, professor de neurociência na CalTech, decidiu focar seus estudos em outra área do cérebro chamada córtex parietal posterior, área responsável por planejar os movimentos. Com implantes de processadores nessa área do cérebro, o computador é capaz de detectar a intenção do movimento e, então, planejar a ação de maneira simples e sutil, algo que não era possível de ser reaizado com o córtex motor primário.

“Se conseguimos indicar o objetivo, podemos ter movimentos suaves e naturais até esse objetivo”, diz Anderson.
Os implantes, porém, ainda não estão prontos para serem disponibilizados em larga escala. Erik apenas consegue usar o braço mecânico pois seu cérebro está ligado diretamente (por meio de fios) ao computador que controla o braço. Isso, do ponto de vista médico, não é interessante, visto que deixa uma área delicada do corpo humano exposto a infecções.

A ideia é que os novos implantes sejam sem fio, entretanto, a quantidade de informação transmita por eles é muito grande, tornando essa opção inviável por enquanto. Mesmo assim, Erik se mostra otimista com o avanço da pesquisa e diz “Assim como eles precisavam de mim, eu precisava do projeto. O projeto me deu um motivo para viver”

Veja o vídeo:

Fonte: exame.abril.com.br

16 maio 2015
by 3euel

Circuito de silício impresso em papel com laser

Pesquisadores holandeses e japoneses conseguiram construir transistores de silício sobre uma folha de papel usando raios laser.

A esperança de se ter telas e circuitos flexíveis vinha sendo depositada na eletrônica orgânica, porém, a eficiência dos circuitos não foi satisfatória. Essa nova tecnologia, utilizando raios laser, trouxe novas perspectivas para o conceito.

O pesquisador Miki Trifunovic utilizou uma tinta à base de silício policristalino, o mesmo material usado nos circuitos eletrônicos atuais, e a aplicou, em estado líquido, sobre uma folha de papel. Para criar os transistores, a responsabilidade é do pulso de laser.

Uma das exigências para se imprimir um circuito de silício é temperaturas na faixa de 350 °C, suficiente para queimar o papel ou derreter qualquer outro material flexível. Porém, com a tecnologia do pulso de laser ultrarrápido, o silício líquido é transformado em sólido em um intervalo de tempo muito pequeno, não afetando o papel.

A viabilidade apresentada na utilização do papel para compor circuitos com essa técnica demonstra um avanço na utilização de materiais sensíveis ao calor na eletrônica. Os transistores criados apresentaram mobilidades tão elevadas quanto os criados com as técnicas convencionais de eletrônica flexível.

De acordo com os pesquisadores responsáveis, o objetivo agora é otimizar o processo de fabricação para poder incluir camadas de outros materiais, criando circuitos completos.

“O processo poderá ser expandido para a fabricação de sensores biomédicos e células solares, e também permite a fabricação de circuitos eletrônicos esticáveis – e até comestíveis,” disse o professor Ryoichi Ishihara, da Universidade Tecnológica de Delft.

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

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