5 CASOS EM QUE VOCÊ PRECISA FAZER A ALTERAÇÃO DO PADRÃO DE ENTRADA

5 CASOS EM QUE VOCÊ PRECISA FAZER A ALTERAÇÃO DO PADRÃO DE ENTRADA

15 de outubro de 2020 3E-UEL 0

A concessionária de energia é responsável pela distribuição energética produzida nas usinas e por fazer com que ela chegue até nossas casas pronta para o consumo. Durante o caminho ela passa por linhas de transmissão, subestações e transformadores de alta tensão que modificam as suas características e a deixam segura para o uso nas cidades e no campo.

Para essa segurança, existe o padrão de entrada, que é um conjunto de dispositivos (poste, caixa para medidor, cabos, eletrodutos e disjuntores) que respeita alguns fatores do perfil de consumo de casas, indústrias e estabelecimentos (tipo de ligação, carga instalada e tensão dos equipamentos). Tal dispositivo é a última linha de frente para que energia chegue de forma adequada em cada unidade consumidora e, por isso, toda residência possui um “postinho” no limite das suas dependências.

Entretanto quando o padrão de entrada não segue as diretrizes estabelecidas pela norma  ou não está de acordo com o consumo instalado no local, a instalação elétrica pode sofrer com alguns problemas como: quedas constantes, queima de equipamentos e surtos de energia.

Então, para te ajudar a prevenir alguns desses transtornos, preparamos uma lista com 5 situações que podem fazer com que seja necessário a alteração do padrão de entrada

1 – Residências  antigas

Em residências antigas ou que estão em desuso há muito tempo, o padrão de entrada pode estar desatualizado e não atender às normas de segurança atuais. Nesses casos, a atualização do padrão de entrada evita acidentes elétricos que podem ocorrer em função de componentes danificados ou deteriorados pela passagem do tempo, além de permitir que os serviços prestados pela distribuidora sejam realizados do lado de fora do imóvel.

2 – Aumento de carga

Os tipos de padrão de entrada podem ser classificados de acordo com a carga instalada e a tensão de fornecimento, portanto quando uma empresa decide fazer um aumento na linha de produção ou outro tipo de mudança que acarrete em um aumento significativo da carga instalada (compra de novos equipamentos), ela deve verificar se o padrão de entrada atual é suficiente para as mudanças desejadas. O mesmo vale para uma residência em que serão instalados ares-condicionados ou outros equipamentos que podem mudar o perfil de consumo do local. Isto é, se a demanda por energia aumenta, o padrão de entrada deve suportar isso.

3 – Correção de procedimentos irregulares

Os “gatos” elétricos são alguns dos exemplos de procedimentos irregulares que são feitos para furtar energia. Mesmo sendo perigosos e previstos em lei (crime), ainda existem unidades consumidoras em que essa prática é aplicada. A correção do padrão de entrada é uma das formas de corrigir as irregularidades e garantir que o fornecimento de energia seja mantido no local. 

4 – Diminuição de carga

Análogo ao exemplo dois, se a demanda por energia diminui, então o padrão também deve ser atualizado para esse novo perfil, para ficar de acordo com a carga instalada na unidade. Em alguns casos, mudanças como a retirada de equipamentos ou a troca por outros mais eficientes podem reduzir a carga instalada e fazer com que o padrão de entrada instalado seja maior do que o necessário. Então, ainda que isso não faça ocorrer problemas pontuais com a instalação, é necessário ajustar o padrão de entrada para a nova carga, para evitar com que sejam pagas taxas extras que são cobradas conforme a demanda local.

5 – Instalação de sistemas fotovoltaicos

Existem dois casos em que a troca do padrão de entrada é necessária durante a instalação de um sistema fotovoltaico. O primeiro deles é quando o padrão local é monofásico e não possui capacidade para alimentar o inversor do sistema que exige um padrão bifásico (no mínimo). 

O outro caso ocorre quando a corrente do sistema dimensionado ultrapassa a corrente máxima do padrão de entrada atual e a fiação, quadro e os disjuntores do local não possuem capacidade para receber o sistema fotovoltaico com segurança. Portanto, o padrão de entrada deve ser revisto sempre que houver a intenção de instalar um sistema de autogeração para garantir que não hajam problemas nas instalações. 

Durante um projeto fotovoltaico, ainda ocorrem outras mudanças mais simples no padrão de entrada, como a troca do relógio convencional por um relógio bidirecional medidor de energia.


Com essa percepção, não dá para negar que o padrão de entrada representa uma importância significativa na segurança das instalações elétricas e deve ser observado com cuidado sempre que ocorrer alguma mudança expressiva no perfil de consumo local. Portanto não esqueça de consultar profissionais comprometidos e capacitados, caso identifique que está em uma dessas situações. 

Por fim, uma curiosidade sobre o padrão de entrada é que ele é um dos aspectos considerados durante um projeto de análise de eficiência energética que visa reduzir os desperdícios presentes no consumo local. 

Quer saber mais sobre o padrão de entrada ou ficou com alguma  dúvida? Envie uma mensagem no nosso chat e converse com um de nossos consultores. 

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